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Mercado Imobiliário

Quanto custa morar nos bairros mais caros de Rio Preto?

Quanto custa morar nos bairros mais caros de Rio Preto?

Morar no Iguatemi, em São José do Rio Preto, pode exigir uma renda familiar próxima de R$ 19 mil mensais apenas para manter o aluguel dentro de um limite de 30% do orçamento. Na compra, um apartamento de 100 metros quadrados alcançaria aproximadamente R$ 1,4 milhão, considerando o preço mediano do metro quadrado anunciado na região.

Os números fazem parte de um levantamento de outubro de 2026 da plataforma A Corrida dos Bairros, do Minuto Jaraguá, que reúne anúncios imobiliários e acompanha os valores pedidos por imóveis em diferentes regiões da cidade.

A pesquisa mostra diferenças expressivas entre bairros valorizados de Rio Preto. No Iguatemi, o metro quadrado de apartamentos chegou a R$ 13.978, enquanto no Jardim Vivendas ficou em R$ 6.132. Já no Parque Residencial Damha, onde predominam casas, a mediana foi de R$ 7.492 por metro quadrado.

Os valores ajudam a dimensionar o mercado imobiliário local, mas também mostram que o custo de morar em determinados endereços vai além do preço de compra.

Iguatemi tem metro quadrado de quase R$ 14 mil

O Iguatemi ocupa a primeira posição no ranking de apartamentos mais caros de São José do Rio Preto, segundo o levantamento de outubro.

A mediana de R$ 13.978 por metro quadrado supera em 210,6% o indicador municipal, de R$ 4.500. A diferença significa que um apartamento de 100 metros quadrados, calculado a partir dessas referências, custaria cerca de R$ 1,4 milhão no Iguatemi, contra R$ 450 mil pela mediana da cidade.

A pesquisa considerou 23 anúncios de apartamentos à venda no bairro. O imóvel típico anunciado tinha 98 metros quadrados e preço de R$ 1,4 milhão.

Na comparação com setembro, quando o metro quadrado estava em R$ 13.848, houve uma alta de 0,9%.

O mercado de locação também apresenta valores elevados. O aluguel mediano foi de R$ 63,50 por metro quadrado ao mês, com um apartamento típico de 91 metros quadrados anunciado por R$ 5.650 mensais.

Para manter esse aluguel dentro de um comprometimento de 30% da renda, uma família precisaria receber aproximadamente R$ 18.833 por mês.

O cálculo considera somente o aluguel, sem incluir condomínio, IPTU e outras despesas da residência.

Jardim Vivendas tem apartamentos a partir de outra faixa de preços

No Jardim Vivendas, o preço mediano anunciado para apartamentos foi de R$ 6.132 por metro quadrado, valor 36,3% superior à mediana municipal.

A pesquisa reuniu 46 anúncios de venda. O apartamento típico tinha 115 metros quadrados e preço anunciado de R$ 610 mil.

Na locação, a referência foi de R$ 2.700 mensais para um apartamento de 65 metros quadrados.

Aplicando o mesmo critério de comprometimento de até 30% da renda familiar, seria necessário receber aproximadamente R$ 9 mil mensais para arcar com esse aluguel, antes das despesas adicionais.

Embora o Jardim Vivendas tenha preços acima da mediana da cidade, a diferença em relação ao Iguatemi é significativa.

O metro quadrado de apartamentos no Iguatemi custa aproximadamente 2,28 vezes o indicador do Jardim Vivendas.

Em outubro, o Jardim Vivendas ocupava a 38ª posição no ranking municipal de apartamentos por preço do metro quadrado.

Casas no Damha podem ultrapassar R$ 1,8 milhão

Nos residenciais Damha, a comparação exige outro critério. Diferentemente do Iguatemi e do Jardim Vivendas, analisados pelos preços dos apartamentos, o Parque Residencial Damha apresenta predominância de casas.

Em outubro de 2026, a mediana do metro quadrado de casas anunciadas no bairro era de R$ 7.492.

Considerando essa referência, uma residência com 250 metros quadrados de área construída alcançaria aproximadamente R$ 1,87 milhão.

Esse valor é uma simulação baseada no preço mediano do metro quadrado, e não corresponde necessariamente a um imóvel anunciado por esse preço.

O levantamento identificou 156 casas à venda na região.

Nos condomínios residenciais, características como área do terreno, padrão de acabamento, localização interna, equipamentos de lazer e idade da construção podem provocar diferenças consideráveis entre imóveis.

Além do preço de compra, o proprietário precisa considerar as despesas de manutenção, IPTU e taxas condominiais.

Quanto uma família precisa ganhar para morar nessas regiões?

A renda necessária depende do tipo de imóvel, da composição familiar e dos demais compromissos financeiros.

Uma referência utilizada no planejamento doméstico é reservar até 30% da renda mensal para despesas de moradia.

Com base nos aluguéis típicos anunciados em outubro, as simulações mostram diferenças relevantes.

No Iguatemi, um aluguel de R$ 5.650 exigiria renda familiar aproximada de R$ 18.833 mensais para representar 30% do orçamento.

No Jardim Vivendas, o aluguel de R$ 2.700 corresponderia a uma renda de R$ 9 mil.

Se as despesas mensais totais de moradia chegassem a R$ 7 mil, considerando aluguel e encargos, a renda necessária subiria para cerca de R$ 23.333.

Esses valores servem como referência de planejamento financeiro. Não representam uma exigência fixa do mercado de locação, já que proprietários e imobiliárias podem estabelecer critérios diferentes para aprovação cadastral.

Também não incluem gastos pessoais, financiamento de veículos, educação, alimentação e outras despesas familiares.

Comprar ou alugar: qual é a diferença?

Os indicadores também permitem observar a relação entre o preço de compra e o aluguel dos imóveis.

No Iguatemi, o rendimento bruto anual estimado do aluguel corresponde a 5,45% do valor de venda, considerando os preços medianos por metro quadrado.

No Jardim Vivendas, essa relação chega a 8,49%.

Já no Parque Residencial Damha, o rendimento bruto anual estimado para casas é de 4,76%.

Esses percentuais representam uma comparação matemática entre os valores anunciados de compra e locação. Não correspondem ao rendimento líquido que um proprietário efetivamente receberia.

Despesas com manutenção, impostos, períodos sem inquilino e custos administrativos podem reduzir o retorno financeiro.

Para quem pretende morar no imóvel, a decisão entre compra e aluguel também depende da entrada disponível, das condições de financiamento e do tempo previsto de permanência.

Por que imóveis da mesma cidade custam tão diferente?

A localização é um dos fatores que influenciam o preço de um imóvel, mas não é o único.

A oferta de serviços, as características urbanas, o padrão das construções, a infraestrutura dos condomínios e a disponibilidade de imóveis também contribuem para as diferenças de valores.

Mesmo dentro de um único bairro, apartamentos com tamanhos semelhantes podem apresentar preços bastante distintos conforme o edifício, o acabamento, as vagas de garagem e as áreas comuns.

Nas casas, o tamanho do terreno e a área construída também precisam ser avaliados separadamente.

Por isso, comparar apenas o metro quadrado pode produzir conclusões equivocadas quando os imóveis apresentam perfis muito diferentes.

No levantamento de Rio Preto, por exemplo, o indicador do Iguatemi considera apartamentos, enquanto o do Parque Residencial Damha se refere a casas. Os números mostram o comportamento de segmentos distintos e não devem ser interpretados como uma classificação única de todos os imóveis da cidade.

Como foi feito o levantamento?

Os dados são da edição de outubro de 2026 da plataforma A Corrida dos Bairros, desenvolvida pelo Minuto Jaraguá.

O levantamento utiliza anúncios públicos de imóveis e calcula a mediana dos preços pedidos por metro quadrado, considerando os bairros e as diferentes categorias de imóveis.

A mediana representa o valor central da amostra, reduzindo a influência de preços excepcionalmente altos ou baixos.

Na edição analisada, a plataforma reuniu 3.440 anúncios de apartamentos à venda em São José do Rio Preto, distribuídos por 134 bairros.

É importante observar que os valores refletem preços anunciados, e não necessariamente os montantes efetivamente pagos nas negociações.

Os cálculos de renda familiar apresentados nesta reportagem são simulações do Descubra Rio Preto, considerando um comprometimento de 30% da renda mensal com a moradia.

O levantamento mostra que morar em regiões valorizadas de Rio Preto pode representar compromissos financeiros bastante diferentes, mesmo entre imóveis de tamanho semelhante. Para quem planeja comprar ou alugar, avaliar o custo completo da residência continua sendo tão importante quanto conhecer o preço anunciado.